terça-feira, 19 de maio de 2009

UM DIA ELA ESCORREGA!
(Uma crônica, fazendo limonada do limão, fazendo comentário virar personagen e polêmica virar moral da história!)

SÃO 7:30, JU VEM CHEGANDO NA PRACINHA, O NENÉM TEVE ICTERÍCIA, PRECISA DO SOL DA MANHÃ.

ELA, NEM RECONHECE MAIS AS MANHÃS... HÁ TRÊS MESES NÃO DORME PRATICAMENTE. MAS ESTÁ DESPERTANDO, SEM AS MANHÃS, PARA UMA NOVA VIDA!

SE SENTE MAIS FELIZ, MAIS COMPLETA, E CONVIVE COM AS GRANDES QUESTÕES DA EXISTÊNCIA, AGORA MELADAS DE HIPOGLÓS, MISTURADAS NOS PANINHOS, ESCONDIDAS NO POTE DE ALGODÃO.

JU TEM SORTE, MORA EM FRENTE À UMA SIMPÁTICA PRACINHA E LÁ ESPERA SUA RÉCEM CHEGADA AMIGA, BIANCA. ELAS ESTÃO ADORANDO TROCAR FIGURINHAS MATERNAIS. BIANCA TEM DOIS FILHOS, ESTÁ GRÁVIDA DO TERCEIRO E NÃO DESCARTA A POSSIBILIDADE DO QUARTO!

ENTRE GOLFADAS, TOMBOS, BEIJOS E BISCOITO DE POLVILHO COM MATE, ELAS CONVERSAM...

BI-
Muitas mulheres acham que porque nossas mães foram às ruas reivindicar o DIREITO de trabalhar, agora todas nós temos a OBRIGAÇÃO de fazê-lo. Não vejo nada demais em trabalhar. Principalmente quando a gente faz o que gosta, como é o meu caso. Mas acredito que pra tudo na vida tem a sua hora. Sinceramente, não entendo porque as pessoas não conseguem respeitar o meu direito de querer cuidar dos meus filhos e abrir mão do que conquistei.

JU-
Bi, tenho uma novidade pra te contar. Decidi não vou voltar a trabalhar quando o Luca fizer quatro meses. Eu pensei muito e vi, que não tenho nem o que pensar. Não vou conseguir deixar meu neném com outra pessoa! Ele é tão pequeno ainda, precisa tanto de mim... e eu preciso tanto dele. Conversei com o João, vamos ter que despedir a empregada, cortar vários supérfluos, mas eu vou ficar em casa! E sei que vou ser descriminada por parte de algumas "amigas" minhas.
BI-
Outro dia, na sala daquela pediatra maravilhosa, sabe? Rolou o maior barraco sobre isso. Eu estava falando sobre o quanto a dedicação à maternidade está sendo importante pra mim... Aí, teve uma mãe lá, que se revoltou e disse assim: “O que nos diferencia dos animais, é que não nascemos apenas para procriar. Somos multifacetadas. Não é apenas a maternidade que nos define. Se você acha que isso é o que todas deveriam fazer, por que não diz pra sua empregada ir trabalhar na casa dela, cuidar dos filhos dela?”
JU-
Meu Deus, que mulher grossa!
BI-
Sabe, às vezes as pessoas interpretam mal o meu jeito de ser. Eu sou assim mesmo, me emociono com as belezas da vida, acredito na felicidade, me animo com as soluções do caminho! Mas não quero impor minhas ideias como verdades absolutas. O que eu penso é que devemos aproveitar ao máximo os ensinamentos da maternidade! E dentro da realidade de cada mulher, devemos ficar com os filhos, o máximo possível! E todas podemos aumentar este máximo reconhecendo a importância desta vivência para a nossa evolução pessoal. Mas, cada caso é um caso, tem máximo de quinze dias, tem máximo de dez anos... Se a mulher chegou ao máximo, ela estará em paz!
JU-
Eu concordo totalmente com você!
BI-
E acho mais, os animais não tem consciência do que fazem. Nós temos, e por isso mesmo devemos respeitar a natureza, respeitar o nosso proprio corpo e reconhecer a nossa origem! Somo seres caminhantes em evolução. E nossa função é procriar, mesmo! Procriar e trabalhar para ajudar os outros, fazer o bem. Sabe qual é o problema? É o tal do Ego. As pessoas só pensam em ter, ter profissão, ter dinheiro, ter carro, ter filho.... Mas na real, a gente morre e enterra todo esse “ter”! O que eu quero é ser! Ser uma pessoa capaz de ajudar o próximo. E os mais próximos de mim, são meus filhos, certo?
JU-
Nossa Bi, cê devia escrever um livro sobre isso, sabia? Você escreve tão bem! Tem muitas mulheres precisando ouvir estas coisas.
BI-
Não sei. É difícil falar destes assuntos sem parecer dona da verdade.
JU-
Que nada, é só falar da sua experiência, abrir o coração!
BI-
Seria remar contra a maré! As feministas iam me crucificar!
JU-
Mas muitas pessoas iam se identificar contigo. E eu sou uma delas.

NESTE MOMENTO CHEGA NA PRACINHA, UMA MULHER LINDA, COM SEUS DOIS FILHOS LINDOS E SUAS DUAS BABÁS LINDAS. ELA ESTÁ IMPECÁVEL, COM AQUELA ROUPA IDEAL, CHIQUE CASUAL, CABELOS PERFEITO, FILHOS PERFEITOS.... E UM CELULAR QUE NÃO PARA DE TOCAR.

BI E JU INTERROMPEM A CONVERSA PARA OLHAR. PENA QUE NÃO PODEM COMENTAR, AS CRIANÇAS ESTÃO BRINCANDO JUNTAS... MAS PENSAR NÃO É PROIBIDO!

BI-
até vendo essa mulher na consulta do pré-natal escolhendo a data do parto! Olha lá, agora sentou para ler o jornal! A vida voltou a ser exatamente como antes... Então pra que ter filhos? Há quanto tempo que eu não paro para ler um jornal...”
JU-
“Nossa, essa não amamenta, tá com cara de quem dormiu a noite toda! Olha lá, a babá dando a mamadeira! Assim não tem graça... Mas se bem que, um pouco mais de sono ia ter muita graça pra mim! exausta.”
BI-
“Minha perna tá tão cabeluda! Olha os meus pés, que vergonha! Eu não tenho mais tempo de me cuidar! Preciso melhorar nisso! Tudo bem que eu nem quero a pressão de ter que estar sempre impecável, mas também não preciso sair de casa tão largada deste jeito! Droga, Luiza encheu meu cabelo de biscoito!

FOI ENTÃO QUE UMA CENA SURPREENDENTE ACONTECEU!
A FILHINHA DA DAMA IMPECÁVEL, CHAMA A MÃE DO ALTO DO ESCORREGA. QUANDO TODOS ESPERAM OUVIR O NOME DA BABÁ, VEMOS A DAMA TIRAR O TAMANCO IMPECÁVEL, DESLIGAR O CELULAR, PISAR NA AREIA COMO OS POMBOS, SUBIR NO ESCORREGA E DE LÁ DESCER, FELIZ, CARINHOSA, MÃEZONA E IMPECÁVEL!!!!!
E AGORA EU PERGUNTO:
QUAL A MORAL DA HISTÓRIA?

48 comentários:

  1. "Damas impecáveis" e mulheres normais podem ser mãezonas e se dedicar aos filhos, cada uma à sua maneira; mas empregadas domésticas não podem escolher, e questionar isso é grosseria. Acertei?

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  2. Hum...Que no fundo, no fundo a Dona Bi e a Dona Ju estavam sim se achando donas da verdade e em posição de julgar a Dama impecável pela aparência, mas depois viram que as aparências enganam né???

    Ps: Sobre a empregada, não é só ela que não tem opção.

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  3. MARAVILHA! VAMOS PENSAR JUNTAS!
    Vejo que todas nós podemos sempre fazer escolhas melhores! Tanto a enpregada, como a Madonna, dentro das circunstâncias de vida de cada uma, tem que fazer escolhas em suas vidas. E as duas podem elevar a consciência do valor da maternidade para suas vidas. Clareando esta consciências, as duas podem, fazer escolhas melhores. Priorizando mais a vivência com os filhos. CONSCIÊNCIA DO VALOR DA MATERNIDADE não se compra com dinheiro.(Em geral, se perde com muito dinheiro). Nunca disse em meu discurço que só as mães que param de trabalhar estão corretas. Penso que o correto, é a mulher saber a importância da função da mãe na sua propria caminhada! O correto é a mulher, priorizar ao máximo a maternidade(lógico, dentro das possibilidades de cada uma).Essa é uma questão!
    Outra, é a injustiça social. Esta, cada um deve buscar explicar dentro da própria crença. Eu sou espirita e acredito na reencarnação do espírito. Então, essa explicação pra mim é bem ampla. Mas este não é assunto aqui.
    Aqui estamos em busca da moral da história. Qual é?

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  4. Procuro cada vez mais guardar esta verdade no meu coração! Não sou perfeita ainda, mas percebo que todas nós, mulheres que pisam neste chão, chamado terra, precisamos de equilíbrio. A impecável precisa se equilibrar, assim como Bi e Ju. Não devemos julgar, as aparências enganam. Todas estamos em busca de conhecimento. Aquele conhecimento que as crianças têm, livres, brincando juntas, sem diferenças. Devíamos todas nós, aproveitar a oportunidade de ficar perto das crianças e deixar que elas nos ensinem a viver!

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  7. Dircurso! Não vou me deixar intimidar por alguns erros de português. Posso melhorar. Claro que sim. Assim como todos nós. É uma pena vocês não terem entendido que coloquei personagens em uma pracinha, que estão querendo dizer algo, algo que diz respeito ao julgamento. Não devem me julgar por alguns erros na ortografia, que na maioria dos casos, vêm de um descuido inocente. Nem devo eu, julgar outras mães. Nunca fiz isso! Vocês interpretaram como estavam podendo!Eu conheço a verdade do meu coração, meu coração é bom!

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  8. Maria:

    Não disse que seu "coração não é bom".
    Então por favor explique esse trecho:

    BI- ...Se você acha que isso é o que todas deveriam fazer, por que não diz pra sua empregada ir trabalhar na casa dela, cuidar dos filhos dela?”
    JU-Meu Deus, que mulher grossa!

    Porque em seu livro você fala que a maternidade é o caminho da evolução para a mulher. O único. Não foi isso que vc quis dizer? Se foi, então você não conseguiu transmitir isso, porque é o que parece.
    Aliás, também não entendi muito bem o raciocínio da sua resposta.
    Uma mulher que cuida de três filhos sozinha, que recebe um salário mínimo, não tem como dedicar-se "integralmente à maternidade", que, como vc entende, é ficar em casa cuidando dos filhos.
    A maternidade dela em consiste em colocar comida na boca dos filhos. E muitas ela não amamenta porque não tem tempo ou sequer acesso à informações sobre os benefícios da amamentação.
    Isso só para ficar nessa questão, porque do jeito que vc expoês suas idéias no livro, parece que todas a soutras que optaram por não ter filhos são inferiores.

    Tenho uma curiosidade:
    Caso suas filhas não queiram ter filhos, ou casar, ou, deixar o "leme" na mão do marido, como vc vai fazer?
    Vc educa suas filhas para que sejam o que quiserem ou já está treinando-as para "acharaem que o homem é quem conduz o barco?" Pelo livro dá para imaginar que vc não cria as meninas e meninos de modo igual.
    Seu filho terá que "conduzir o barco" e suas meninas terão que ser conduzidas, isso?
    E mesmo que vc eduque-as para o modelo casamento/familia/filhos como a melhor opção de crescimento pessoal, e se ainda assim, elas optarem por outra escolha? Se não quiserem casar, ter filhos?
    E se seus filhos (tanto as meninas como o menino) forem homossexuais e quiserem uma família fora dos moldes que vc acha bons pra vc?
    Como você vai reagir?

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  9. MARAVILHA CRISTINA! FALANDO COM RESPEITO E O CORAÇÃO ABERTO FICA TUDO TÃO MAIS FÁCIL... AMANHÃ TE RESPONDO, OK? HOJE ESTOU UM POUCO EXAUSTA! BJS, MARIANA.

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  11. Oi Mariana
    Muito legal achar seu blog. Fui leitora das suas confissões de adolescente mesmo nova para assistir a peça no teatro. Assisti o seriado diariamente na tv cultura. Lembro MUITO de um episódio em que a Diana dizia que aos 19 ou 20 anos tinha mais vontade de se tornar mãe do que de ter mãe. Talvez tenha sido um estímulo para mais tarde, aos 19 anos, engravidar da minha Maiara por opção. Pari naturalmente, amamentei até dois anos e três meses. E vc, claro, não lembra, mas nos cruzamos na pracinha no bebê Lagoa algumas vezes enquanto você amamentava seu terceiro filho já grande e eu a minha Maiara (não sei se vc morava por aqui ou algum parente, mas te vi algumas vezes mãezona com os três). Desde que a Maiara completou quatro meses eu comecei a trabalhar. Em casa! E faço muita questão que seja assim com todas as dificuldades que vem do trabalhar em casa. E em mais uma coincidência também sou roteirista de novelas da Record.
    Depois de achar e ler seu blog fiquei ainda mais fã.

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  12. Mari,
    Sou amiga da Renatinha aí em cima. Nos conhecemos em um grupo na internet, conversando sobre parto normal e amamentação. Assim como ela mostrei o mundo à minha filha por um parto natural, amamentei até os seus três anos de idade e trabalho em casa (sou escritora de literatura infanto-juvenil) para ter tempo pra ela.
    Fui fã do "Confissões" e cheguei a te conhecer aqui em Fortaleza, em um dos lançamentos do livro.
    Só passei aqui pra te dizer que você ainda vai levar muito ataque. A mulherada não está nada pronta para ouvir as coisas que você tem a dizer. Mas sempre vai ter quem concorde. Eu, a Renatinha e um monte de mães felizes pelo mundo afora!
    Beijos,
    Socorro Acioli

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  13. Que legal! Renata e Socorro, amigas escritoras, me passem seus endereços de e-mail!

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  14. Você intitulou sua crônica "Um dia ela escorrega". Mas quem disse que ela não escorrega TODOS os dias? Quem disse que não é a rotina dela? Por que esse espanto todo ao ver essa mulher brincar com os filhos? Ela é somente UM TIPO de mãe entre tantas: a que trabalha fora, tem babá, mas que ama, educa e brinca com os filhos como qualquer outra.

    O que você parece não aceitar, pelo que li por aqui e nas suas entrevistas, é que há caminhos diferentes pra se atingir o mesmo objetivo: criar "indivíduos de valor, mentalmente sadios, que contribuam para o bem geral". A variedade de experiências humanas é inevitável e é um bem. É bom haver todo tipo de pessoa no mundo. Enriquece.

    Mas estou entendendo que o que você escreve sobre a maternidade é indissociável da sua filosofia espírita. Ela, pelo que entendo, prega uma evolução pessoal com um fim específico. Ou seja, todas as pessoas, idealmente, tem que chegar no mesmo ponto uma hora, e tudo nesse meio tempo é considerado ainda imperfeito. Por isso, não adianta discutir. Você e quem não compartilha dessa crença jamais irão se entender.

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  15. Mari, esse é meu blog:

    http://as-borboletas-de-fevereiro.blogspot.com

    E o meu email é socorroacioli@gmail.com

    Bjs!

    Socorro Acioli

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  16. Então...
    Conversando com Cristina:
    “Porque em seu livro você fala que a maternidade é o caminho da evolução para a mulher? O único.”

    Se procurar esta palavra “único” no meu livro, não acha! Único só tem UM. UM é Deus e eu, bem pequena diante Dele. Digo no livro:
    “O lugar de mãe é sempre o mais rico pra nós. É onde melhor podemos crescer... Nossas vivências maternais são o chão que nos deram para caminhar!”
    Veja bem, esta é a minha forma de entender o mundo! Cada um que busque a sua e seja feliz! Vejo que a busca dos conhecimentos através da maternidade é algo que está codificado em nossas células, de mulher. Não é por acaso que todo mês sangramos esta busca. Existem mesmo muitos tesouros a encontrar na maternidade.
    Claro que existem mulheres que optam por não ter filhos... Mas não existem mulheres que nunca pensaram a respeito deste assunto. É o X da questão da nossa existência. E caminhar neste chão é inevitável!
    Para mim, vivenciando a maternidade a mulher pode dar grandes passos nesta caminhada em busca de ser mais humana! Humana que tenha mais paz no coração e que possa cada vez mais auxiliar o próximo, com amor!

    “Uma mulher que cuida de três filhos sozinha, que recebe um salário mínimo, não tem como dedicar-se integralmente à maternidade"

    Repito aqui, não examino no livro a respeito da quantidade de tempo que uma mulher deve dedicar a seu filho. Penso a respeito da qualidade das escolhas que temos que fazer. Podemos sempre escolher dar mais valor ao trabalho de mãe. Mesmo as pessoas de baixa renda, fazem escolhas todo o tempo! É disso que falo, de algo mais fino, mais a nível do sentimento da mulher! Nunca quis dar receita de bolo para mães educarem filhos!

    "Tenho uma curiosidade:
    Caso suas filhas não queiram ter filhos, ou casar, ou, deixar o "leme" na mão do marido, como vc vai fazer?"

    Acredito no trabalho que tenho feito com eles. Quero que eles confiem em mim. Quero que vejam em mim uma amiga. Quero que saibam que estou olhando, cuidado. Quero conhecer quem são meus filhos. E quero dar o exemplo. Quero que sintam a paz no meu coração! Assim... quero que venham me pedir conselhos quando forem tomar suas decisões. E quero poder orientá-los para um caminho de paz.
    Quero que eles lembrem da nossa casa como um ninho de harmonia. Onde Pai e Mãe, têm igualdade com respeito a diferentes funções. Quero que aprendam como conduzimos o barco, a cada dia, em nossa convivência. E com tudo isso, vou respeitar suas escolhas, sabendo que têm por onde buscar a luz, a paz e o amor!

    RESPONDENDO A UNHA:
    "Mas estou entendendo que o que você escreve sobre a maternidade é indissociável da sua filosofia espírita. Ela, pelo que entendo, prega uma evolução pessoal com um fim específico. Ou seja, todas as pessoas, idealmente, tem que chegar no mesmo ponto uma hora, e tudo nesse meio tempo é considerado ainda imperfeito."

    Não é a minha religião que prega isto! Todos nós estamos aqui para melhorar, evoluir como pessoa. Só quis dizer com meu livro, que entre as fraldas, paninhos e potes de algodão, se escondem grandes ferramentas para ajudar neste trabalho!
    Sim, existem várias formas de auxiliar uma criança a ser feliz! Desenvolvo no livro os ganhos que a maternidade trás, principalmente para a mulher. É uma oportunidade rara. E todas podemos aproveitar melhor, tanto as impecáveis, como as exemplares...
    OBS- ESTOU ADORANDO ESTE DIÁLOGO. É BEM SAUDÁVEL. SOU GRATA A TODOS!

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  17. Um conselho: pare de usar frases inteiras em maíusculas, Mariana. Elas são vista como "ênfase excessiva", "gritos", "falar alto".... além de serem horríveis de ler. Ajude as pessoas a terem acesso ao seu texto sem ruído.

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  18. Mariana, o diálogo aqui anda a toda. Esse exercício de explicar e justificar nossas opções é sempre bom pro crescimento de todo mundo que participa da discussão.
    Meu e-mail é renatadiasgomes@globo.com . Vou adorar trocar idéias!
    Eu tinha um blog sobre maternidade que acabei abandonando porque depois de um tempo perdi a paciência com as pessoas que entravam pra me xingar. Mas ele continua no ar e volta e meia me trás e-mails bem bacanas de gente que leu e se identificou. O endereço é (ontem quando deixei o recado esqueci completamente de dizer que vc tb tinha inspirado o blog rs) www.confissoesdeumamamaequaseadolescente.blogger.com.br .

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  19. Concordo, estamos aqui pra melhorar e evoluir como pessoas (nesta vida que é única, na minha opinião). Só que sua idéia de evolução não é a mesma da minha, que não é a mesma de fulana, que não é a mesma de beltrana, etc. Eu digo que sua proposta de maternidade é indissociável da sua filosofia espírita (novamente, pelo que eu entendo) porque nela não há espaço para essa variedade toda de definições do que seja evoluir. A evolução espírita é muito bem descrita e determinada.

    Como não compartilho dessa visão de mundo, é muito difícil pra mim aceitar sua posição, já que, pra mim, ela está baseada em premissas falsas. A maior parte das críticas que você recebeu são justamente por isso: porque outras pessoas não aceitam suas premissas de "vontade de Deus", evolução espiritual, papel da mulher, realização da mulher, etc. Não há diálogo possível, na verdade. Você só vai alcançar quem já concorda com você.

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  20. Mari escreve pra mim: francielygst@gmail.com
    bjokas
    Fran

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  21. Obrigada, vc respondeu algumas das questões, embora não tenha respondido de forma direta.
    Que vc - como toda mãe- quer o melhor para seus filhos é muito claro, mas eu gostaria de saber como vc iria (ou irá ) reagir caso elas não concordem com sua posição.Pela sua resposta, na qual vc diz que confia nos ensinamentos que passa a elas, parece que vc acredita que a educação vai levá-las a percorrer o mesmo caminho que vc escol

    Mas vc não respondeu a última pergunta, poderia responder?

    "E se seus filhos (tanto as meninas como o menino) forem homossexuais e quiserem uma família fora dos moldes que vc acha bons pra vc? Como você vai reagir?"

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  22. Cristina é interessante a forma como você pensa!

    Eu, particularmente, acho que não tem como não colocar o nosso pessoal em "jogo". E quando se trata de falar para qualquer um que seja, sobre até mesmo através de um livro, acabamos por não escapar do próprio eu, e falar por experiências e lado pessoal, juntamente com tudo que já vivemos até o momento.
    E a fé, bom a fé é a primeira que nos permite ser como somos. (é o que acho)

    E com isto eu te digo: trabalhei com homossexuais, ajudando com traumas psicológicos. E todos eles diziam sobre sua opção sexual, o início dela. (minha ajuda incluia falar sobre isto para aqueles que queria, foram todos)

    Descobri em 100% dos casos, que a opção vem de algo muito profundo (dentro do psicológico de cada um deles). E o estudo sobre a psicologia, nesses casos, aponta algumas soluções na infância, pré-adolescência e adolescência, que pode trazer o desejo de seguir aquilo que consideramos da natureza comum (homem com mulher) ou pode desencadear um desejo pelo diferente.

    Não quer dizer, necessariamente, que a criança seja o que os pais ensinem ou são. Mas certos princípios de fé favorecem a vida familiar.

    Espero ter sido clara! Esses são estudos comprovados!

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  23. Bom, amigos,não vou examinar questões como o homosexualismo aqui neste blog. Aqui o assunto é maternidade! Chega de polêmica!Realmente não é isso que estou procurando.

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  24. Maria Marina, assisti religiosamente "Confissões" e hoje sou mãe de duas crianças lindas que são criadas em casa, embaixo da minha asa e do meu computador (trabalho em casa). Sou amiga da Socorro e da Renatinha (as escritoras) e reforço o que a Socorro disse: a maioria das mulheres não está pronta para estas verdades. É estranho dizer isso por que é como se negássemos a programação biológica, mas a cultura inverteu tanto as coisas que as mulheres se ofendem ao ouvirem a palavra PARIR ou AMAMENTAR. E não é culpa delas, não mesmo...
    Sei lá, pode ser só mais uma opinião, mas eu não me daria o trabalho de explicar este estilo de maternagem, sabe? Continua escrevendo o que pensa e sente e pode ter certeza que muitas mulheres vão se identificar com isso...
    bjs
    Pata
    www.partodoprincipio.com.br

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  25. Franciely - Entendi Vc acha que dá para moldar a opção sexual da pessoa pela fé.
    Respeito sua opinião, mas é a apenas uma opinião.Homossexualidade não é doença, nem desvio de comportamento, é uma opção.
    Não concordo com vc. E quando vc diz "cientificamente comprvado" está falando de algumas pesquisas, porque a única coisa exata sobre homossexualismo é que independe da educação. Por isso é que muitas famílias "tradicionais" exopulsam os filhos e filhas de casa quando decsobrem que eles tem uma opção diferente.

    Maria- Sua resposta (?):
    Bom, amigos,não vou examinar questões como o homosexualismo aqui neste blog. Aqui o assunto é maternidade! Chega de polêmica!Realmente não é isso que estou procurando.

    Pois é, o blog é sobre maternidade. Mães de todos os tipos, não é? Modernas, tradicionais.Então minha pergunta não fugiu do tema do blog. Achei que homossexuais também tinham mãe...não tem não????
    Se vc não quer falar, respeito. Eu queria mesmo era saber se fora da redoma da "maternidade/família" ideal, vc teria algo a acrescentar.
    Abraços

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  26. “Muitas mulheres acham que porque nossas mães foram às ruas reivindicar o DIREITO de trabalhar, agora todas nós temos a OBRIGAÇÃO de fazê-lo.“

    Se isso se refere ao movimento feminista, demonstra a tremenda ignorância da personagem. A reivindicação do movimento não era de que as mulheres tivessem o direito de trabalhar (já que muitas já tinham a OBRIGAÇÃO de fazê-lo para poder sustentar a família, bem antes do surgimento do feminismo. Sugiro dar uma relembrada nas aulas de História sobre a Revolução Industrial), mas sim de que tivessem os mesmos direitos que os homens tinham no ambiente de trabalhos: salários iguais, jornadas iguais, poder trabalhar em sofrer abusos. Aliás, será que a personagem, ou mesmo a autora, conhece a história do Dia da Mulher, o por quê de ser 8 de março? Também sugiro que se informe.

    O feminismo nunca subvalorizou a maternidade, tampouco ditou que toda mulher deveria trabalhar e que optar por ficar com os filhos em casa era errado. Apenas defende que ser mãe deve ser uma opção da mulher, e não uma obrigação. Nunca houve campanha contra o parto normal ou a amamentação; pelo contrário, se pesquisasse antes de falar, encontraria vários movimentos e organizações feministas ligados ao estímulo dessas práticas. E o feminismo também defende que o papel do pai na criação dos filhos é tão importante quanto o da mãe, devendo os dois dedicar-se da mesma forma a isso. E creio que a própria autora concorda com essa idéia, já que considera tão importante a unidade familiar “Pai e Mãe”.

    Cristina perguntou como seria a reação da autora caso os filhos viessem a escolher outra opção de felicidade e “desenvolvimento pessoal” no futuro. Não vi uma resposta direta e assertiva, mas prestei atenção na descrição que a autora faz de seus filhos, e coloca o menino como “Reizinho da casa”, que “Grita e acha que pode mandar em tudo”, atitudes que nenhuma das meninas parece ter (segundo o dito pela própria autora). Aí já se vê como, infelizmente, o machismo está enraizado na ordem da família. Logo, o que se espera dessas crianças, que é visto como “bom” e “correto”, é que repitam o comportamento dos pais, que aceitem que cabe ao homem o “leme”.

    Novamente pegando um gancho no que foi dito pela Cristina, homossexuais não só têm mãe, como também podem ser mães. E pais. Conheço famílias maravilhosas com duas mães, dois pais. Crianças que desde cedo aprenderam a respeitar as opções de cada um, e que têm que lidar com muito preconceito (muitas vezes, disfarçado de “piedade”, já que tantos acham que homossexualidade é doença ou desvio comportamental). Crianças que são maravilhosas e felizes. Então, se homossexuais podem ser pais e filhos, por que não incluí-los na discussão sobre maternidade?

    Também achei muito válida a observação da unha, que colocou que a maternidade, para a autora, está intimamente ligada à religião pela qual ela optou, que estabelece uma “função” para a mulher. Novamente, ser mãe deveria ser uma opção, não uma “função”. Porque “função”, aqui, é sinônimo de “obrigação”. Portanto, se é esta a visão de maternidade defendida pela autora, realmente ela deverá se resignar a alcançar quem pensa dessa mesma forma.

    Por fim, o título está mesmo bastante discutível: quem disse que a “mãe impecável” não escorrega todo dia, trabalha e, ainda assim, encontra tempo para tirar o biscoito do cabelo e dar muito amor aos filhos? O fato dela se dedicar também ao trabalho não a faz “menos mãe” do que aquelas que se dedicam somente aos filhos. Apenas a faz diferente. Mas isso eu acho que já é ponto pacífico aqui.
    Ainda bem!

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  27. Franciely, vc disse que "Mas certos princípios de fé favorecem a vida familiar."

    Não entendi qual a relação com o tema homossexualidade, poderia explicar?
    Claro que a fé, se for uma opção, ajuda na evolução de quem acredita que pode se aprimorar através dela.
    Poderia por favor explicar melhor seu raciocínio? Porque, do jeito que vc escreveu, parece que homossexuais não têm vida familiar ou são indesejados como mebros de uma família.
    Com a Srta.T falou, hoje existem diversos tipos de família. Família composta de dois homens ou duas mulheres, que têm filhos educados, bem orientados e felizes.
    Então por que excluí-los das discussão da maternidade?São tão famosas as mães que são mãe e pai...e essas?E a mãe que não pariu, mas criou? E essa escolha abnegada e generosa, não merece mais do que admiração, respeito, apesar de não ter sentido as dores do parto?
    Por que é tudo que é relacionado às mulheres tem que, obrigatoriamente, ser vinculado ao sofrimento, sacríficio?
    E as mães e pais solteiros que adotam? Não existe maternidade aí? No mue ver, a maternidade consiste em amar, criar, educar e orientar uma criança. E tanto faz se quem faz isso é um casal tardiconal, moderno, uma mãe solteira, um casal de homossexuais masculinos ou femininos. Os cuidados, dúvidas, alegrias e descobertas são as mesmas.
    Ou será que uma lésbica vai se emocionar menos quando ouvir seu bebê dizer mamãe???Quem adora ama menos???
    Em um mundo tão diversificado, conversar sobre todos os tipos de matrenidade possíveis e já existentes, só contribui para ampliar a importância da maternidade.

    E, Maria, vc diz que chega de polêmicas. Mas nos textso anteriores, observei que vc recebeu muitos parabéns justamente por estar causando polêmica, inclusive com observações como "esse é o objetivo de um livro".
    A polêmica é algo muito bom e saudável, se servir para a troca de idéias e experiências.
    Quem sabe vc pode trocar boas experiências com mães lésbicas, ou solteiras, ou que optaram por uma produção independente? E talvez elas tbém gostem de ouvir as suas.
    Mas quando vc diz que não fala sobre tal assunto, só vejo preconceito. O tema tem sim tudo a ver com o seu livro, com seu blog.
    Não querer falar sobre isso é direito seu, claro. Mas limita muito a conversa.

    E, de novo concordo com a Srta, T. sobre a questão do feminismo. Além dela, só a Unha parece entender que feminismo significa, em resumo mais que resmido, lutar pela dignidade da mulher , pelo direito de escolha, pela igualdade de condições respeitando as diferenças e fragilidades que nos colocaram, por tantos séculos, em uma posição na qual não tínhamos o direito de decidir como viver nossas vidas.

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  28. Especificamente em relação ao comentário da Unha.
    Quando ela diz "A variedade de experiências humanas é inevitável e é um bem. É bom haver todo tipo de pessoa no mundo. Enriquece."; isso remete diretamente ao feminismo.
    As feministas, pela luta por tantos direitos esquecidos - inclusive o de optar pela maternidade-família tradicionais- respeitam as diferenças e dialogam sobre essas diferenças.
    Concordo com a Unha, debate só enriquece.
    mas se vc, que é a dona deste espaço e autora do livro, não quer- é um direito seu- dialogar sobre experiências diversas (e perceba que diferente não significa contra), por favor avise.
    Porque dái vc só vai mesmo alcançar quem pensa exatamente como vc. Que tem um ideal mega tradicional de família, baseado em convicções religiosas.
    O seu ideal não é errado. De ninguém é. São vivências diferentes, apenas isso.

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  29. Concordo com o que a Unha e a Cristina estão dizendo, não há um só caminho para a felicidade e nem uma verdade absoluta, há sim, o caminho de cada pessoa e a verdade de cada um, mas se não respeitarmos a opção das outras pessoas, sem essa condescendência hipócrita desses que parecem respeitar mas apenas toleram a opção do outro imaginando que aquele ainda não atingiu o grau de conhecimento e iluminação que o fará pensar igualzinho a nós (que por esse raciocínio somos o mais alto grau da evolução humana)acabaremos como aqueles muçulmanos xiitas que ameaçam queimar na fogueira quem tem opiniões diferentes, e os homoxessuais, as mulheres insubmissas etc...HOMOSESSUALISMO NÃO É DOENÇA E NEM DESVIO DE COMPORTAMENTO CAUSADO POR TRAUMAS NA INFÂNCIA (Todas as pesquisas sérias a esse respeito concordam que é um traço de personalidade como ter olho castanho ou cabelo ruivo)A MULHER QUE NÃO OPTA POR CASAR E TER FILHOS NÃO É UMA DESAJUSTADA, DIGNA DE PENA QUE AINDA NÃO ENCONTROU A LUZ (É um ser humano autônomo com direito de dirigir a sua vida e trajetória da forma como ela acha correta).
    Respeito a opção da Maria Mariana, mas só e tão simplesmente por isso ter feito ela feliz, serve para ela, não serve para todas as mulheres do planeta terra (nem só não serve para as que ainda não foram iluminada).
    Agora falando de experiências pessoais:
    Eu fui criada por uma mãe que jamais trabalhou fora de casa, no entanto o fato dela estar ali jamais foi uma coisa positiva, é uma pessoa amarga e desanimada, sem a melhor alegria de viver, interesses ou afeto, tudo que ela fez por mim e pelas minhas irmãs foi sempre deixar claro o quanto teve que abrir mão de si própria por nós e o quanto cuidar de nós quatro era um tremendo sacrificio que só uma mãe faria, tentou forçar em nós a idéia de que homens são superiores as mulheres (talvez pela frustração de nunca ter tido o filho homem tão desejado). Por isso eu digo, foi melhor assim? Uma pessoa tão infeliz com a sua opção permanecer conosco pela obrigação? Eu acho que teria sido muito melhor ter sido criada por uma pessoa que ficasse uma hora por dia comigo mas fosse feliz com a sua escolha e é assim que pretendo criar meus filhos, ficando o máximo de tempo perto deles com alegria e sem esquecer de mim mesma, dos meus próprios interesses e prazeres (pois a maternidade é só uma das partes da feminilidade) para não cobrar isso deles no futuro.

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  30. Eu só achei que consegui entender um pouco mais o que a Maria quer passar. E embora concorde com muitas coisas que todas as críticas fazem, não foi isto que eu quis citar.
    ***
    Eu concordo com a "opção homossexual" e até acho que qualquer pessoa pode optar por ela.
    Sei bem a tendência que casais homossexuais têm, de educar filhos muito mais flexíveis no mundo a fora (100% dos homossexuais que conheço, mais ouvem que falam, e isto ao meu ver é bom!).
    Sou uma admiradora e super fã da Ellen Degeneres, meu marido é super ligado (admirador de coração) em Elton John e Renato Russo, inclusive nos damos melhor com pessoas homossexuais (porque são 100% os que conhecemos que são mente aberta e flexíveis) que com heterossexuais religiosos (100% dos que conheço impõe a religião que segue), e consigo entender bem o raciocínio de todos, costumo ser uma pessoa que ouve e tenta compreender a todos.
    ***
    Mas o que eu quis dizer foi o seguinte: Que estudos comprovam que a escolha sexual pode ser gerida de diversas formas, qualquer forma. E que, claro, o que o pai e a mãe é, pode não influenciar em nada (não exatamente) na vida da criança. Mas que também existe uma outra opção de fatos. Que o modo de vida pode influenciar sim. O que a criança vive dentro do "mundo" dela (muitas vezes nem é em casa, e pode ser com os amigos) pode influenciar decisões.
    ***
    A parte da fé, é para dizer que se no caso qualquer pessoa decidir conversar com o próprio filho sobre as escolhas que ela tem como corretas, isto pode influenciar na decisão futura do filho. Por isso mencionei princípios de fé a favor dos pais. E não importa a opção sexual, isto vale para os pais homossexuais que queiram que os seus filhos sejam homossexuais, eles podem conseguir! Bem como aquele que não é, e queiram que os filhos nunca sejam.
    Isto vale para todos!
    ***
    Cristina, você citou uma questão pra Maria como se fosse algo preocupante e anormal. Se você mesma diz que o homossexualismo é algo bom para aquele que o opta, que o fará feliz. Então você mesma deveria saber que a Maria jamais deixaria de amar e/ou ficaria contra os filhos dela. A Maria mesma, confirma o tempo todo, é uma pessoa de paz!
    ***
    Eu entendo que ela não quis citar homossexualismo ou outro assunto. A questão não é esta aqui! Aqui ela fala sobre a opção dela, e ela não é homossexual. E que o princípio de fé dela, é aquele que é seguido em casa. Agrade ou não as pessoas. E é aquilo que ela passará para os filhos. O depois deles crescerem... será um "problema" deles!
    ***
    Eu percebo aqui que algumas mulheres querem, de qualquer forma, provar que a Maria está errada. Mas a Maria, de qualquer forma, tenta provar que todas nós, mulheres, podemos estar certas. Até a historinha em questão aqui (na postagem) mostra que não devemos substimar pessoas e pensamentos.
    ***
    Nós sabemos que existem mulheres de todos os tipos, e pais de todos os tipos. E a ideia da Maria, abraçar a causa da maternidade, envolve muitos assuntos polêmicos.
    ***
    O que eu vejo e entendo é: uma escritora humana (digna de erros como todos nós), que tem uma fé que é dela. Uma mulher que "deixou de existir" (nasce uma mãe) quando os filhos nasceram, portanto passou a se dedicar ao futuro da humanidade, que começa com nossos filhos. E compartilhando visões que são dela!
    E é claro que vão aparecer mães do mesmo estilo, que se identificam!
    ***

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  31. ***
    Cristina, eu concordo 100% com seu último comentário! Mas também entendo que aqui muitas pessoas ficam esperando as poucas palavras da Maria só para terem o prazer de rebater. E poucas críticas estão sendo respeitosas.
    Eu acho que não tem como não ficar um pouco chateada, quem sabe "triste". E também bem preocupada em saber se expressar para não ser alvo de chacotas por aí.
    Muitas pessoas não estão querendo entender o que a Maria quer dizer.
    ***
    Eu percebo que a Maria não está contra ninguém! Como disse a Cristina, defender os ideais não é estar contra!
    ***
    Olha, eu fiz cesárea, não tenho 4 filhos tenho somente 1, não amamentei até 2 anos, não sou da mesma religião que a Maria... mas entendo perfeitamente, a tudo que a Maria Mariana diz!
    E não consigo ver problemas!

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  32. Franciely:

    NÃO, eu NÃO perguntei como se fosse uma coisa preocupante e anormal. Bem ao contrário.
    É uma pergunta absolutamente simples, assim como a outra que fiz, sobre qual seriaa a reação dela caso as filhas entendam que não é o homem quem tem que segurar o tal "leme".
    As duas perguntas possuem o mesmo nível de curiosidade, mas como a Maria respondeu apenas a primeira (sobre a questão do leme), eu perguntei de novo sobre a questão da homossexualidade.Porque gostaria de saber, com igual curiosidade, qual a possível reação dela se as filhas não optarem pelo modelo que ela adotou.
    E isso inclui: não deixar o "leme" na mão do homem, não querer casar, não querer ter filhos, ou formar uma família fora dos moldes tradicionais, seja formando um casal homossexual, seja tendo uma "criação independente, seja adotando.
    E eu já entendi muito bem que a Maria coloca aqui a experiência dela, o modo como ela vivencia a maternidade.
    Mas o qual problema em analisar outras hipóteses? Então a gente só pode falar de filhos se os tiver, ou de homossexualismo se tivermos essa opção? Não.
    O mundo se desenvolve a partir da troca de idéias, e uma idéia não precisa necessariamnete vir de uma experiência de vida. Bem ao contrário. Pode vir de uma raciocínio que nos faz chegar a um ponto que muitas vezes leva alguém a adotar outro tipo de vida.
    Exemplificando: se eu sofri violência doméstica, só posso falar e entender de vidas assim, onde a violência é a tônica do relacionamento do casal??? Claro que não. É justamente conversando, ouvindo outras experiências, que muitas mulheres que sofrem violência conseguem enxergar que HÁ outros modos de viver, baseados no amor e no respeito.
    Elas não vivenciaram antes de pensar, elas passam a ter vivência depois do debate.

    Que fique claro que eu não estou julgando, de forma alguma, a opção da Mariana. Nem o entendimento dela de família feliz, d eevolução da mulher pela maternidade ou de religião como base familiar.
    Posso não concordar com muita coisa, mas respeito, claro.
    O que é discutível não são as opções de cada um, mas sim entender que a nossa escolha é a única, ou a melhor.
    Meu questionamento resume-se a o fato de, sendo a maternidade um campo tão amlo e própero para debates, ela não querer falar sobre certos temas que tem, sim, ligação total e profunda com o tema do livro.
    Se as pessoas só conversam sobre suas próprias experiências, ninguém cresce.
    E eu gostaria de saber as opiniões dela sobre esses assuntos.

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  33. Não sei se me espanto ou se fico alarmada, quando leio que "a maioria das mulheres não está preparada para ouvir algumas verdades".

    Verdades para quem?

    Não há com negar os benefícios(para mãe e bb) do parto normal, amamentação e da maternagem mais instintiva, mas não podemos nem devemos negar, todas as variáveis que podem ocorrer na vida de uma mulher.

    Não podemos esquecer que a maternagem também é contruída, inclusive atráves de seus erros.

    Comentando a crônica postad, eu gostaria que Maria Mariana nos explicasse os momentos em que se "equilibra" amparada pelas 2 ajudantes que preparam o almoço da família, enquanto ela recebe os filhos da escola.

    - Zulmira, ponha a roupa na corda, passe e guarde nas respectivas gavetas, enquanto eu tiro um coelho da cartola.

    - Cremilda, compre os legumes, descasque, corte e prapare. Depois de tirar a mesa, lave a louça que eu vou fazer uma limonada para as crianças.

    A não ser que isto também não seja verdade, como tudo que foi publicado nas entrevistas.

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  34. Estou cada vez mais feliz com o desenvolvimento deste espaço. É alegre ver pessoas com diferentes pontos de vista, examinando com respeito, questões tão sérias. Para aquelas que ainda chegam com pedras na mão, sugiro ler os comentários anteriores. Já expliquei inúmeras vezes, que não julgo as circunstâncias de vida de cada mulher. Meu livro fala do sentimento de mãe. Das escolhas, que sempre podem ser melhores, independente da condição financeira.
    Peço a quem estiver chegando, para que ajude o assunto a caminhar pra frente. Para frente e para o alto!

    Obs- Tenho duas auxiliares em casa, sim! Agora que estou trabalhando. Em outro momento, cheguei a abrir mão da estrutura, para me dedicar as crianças. Mas olha, adoro cuidar da casa, cozinhar, passar roupa! Sou melhor fazendo do que mandando!

    Estou escrevendo um nova postagem a respeito dos assuntos que estão no ar! Aguardem.

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  35. Gostei da interpretação da Srta T. Mas o que a Maria Mariana quis dizer: a "dondoca" da crônica so aproveita o lado "feliz" da maternidade. Não troca fraldas, por exemplo.

    O que eu acho? Cada caso é um caso, a Maria Mariana pecou em muitas declarações à imprensa (se bem que pode ser que os jornalistas tenham a interpretado mal), só que ninguem tem nada a ver com a forma que ela escolheu para viver. O ponto é: ela pode escolher porque é privilegiada. A empregada dela não pode escolher, garanto.

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  36. teste... nao estou conseguindo postar...

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  37. Maria Mariana,
    Finalmente achei o seu blog! Tenho dois filhos e desde o nascimento do meu segundo, fico em casa com as crianças. Minha filha é grande, tem 8 anos, toca violino, adora cantar, dançar e ler! Meu filho vai fazer 11 meses e é a coisa mais fofa do mundo. Desde o fim da gravidez, eu sabia que não iria dar conta de trabalhar fora novamente (não enquanto eu ainda tiver crianças em casa). E esta foi a bomba para a minha família de "super-mulheres". Não foi fácil no início, com cobranças de todos os lados do mundo externo. Mas felizmente, eu tive forças e apoio integral de quem mais interessa: meu marido. Ele é meu provedor sim, por tempo indterminado.
    Infelizmente, ainda não tive a oportunidade de ler o seu livro. Mas gostaria de ir ao lançamento dele aqui em Brasília. Dos trechos que li por aí, fiquei tocada pelo o que te tocou com a chegada das crianças. Mesmo não tendo podido me dar para minha filhinha inteiramente como agora estou fazendo, sei que tenho ainda muita coisa para vivenciar desta época maravilhosa de crescimento e amor. A maternidade chegou para mim e decidi entrar nela de cabeça, por sentir que não há nada que pague, nem nada que traga de volta esses momentos tão primordiais na vida dos meus filhos. E a responsabilidade é minha.
    À propósito, tem um mini texto em sua homenagem em meu humilde blog. Passa lá depois! ;) um bêjo e um quêjo

    minhacasaminhaalma.blogspot.com

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  38. Jesus Cristinho! Vejam a minha situaçao: pari dois por meio de cesarea, amamentei mal e porcamente, trabalho desde que sao bebês, sempre tive babás para me ajudar, eu mesma, até hoje, tenho a minha babá, mas posso responder, sem pestanejar, sobre todos os cocôs moles e duros de suas vidas, machucados no joelho e narizes entupidos, escorreguei com eles trocentas vezes, balancei outras quinhentas, brinquei de cabra cega umas 1800, me separei de seus pais, me apaixonei por uma mulher, sou feliz, bonita, impecável, e meus filhos crianças mais do que perfeitas, e além de tudo isso eu... tenho fé, muita fé! O que sou eu? Um aborto da natureza? Um ser estranho, contagioso e meus filhos, pobres vítimas? ... Ó Deus, perdoai, ela não sabe o que diz...

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  39. Senhorita Mm G,

    me diga por favor onde foi que você me ouviu dizer que mães que trabalham são péssimas mães, que homosexuais são aberrações, que quem faz cesária não é mãe, que quem não amamenta não conhece a meternidade?

    Não vai me ouvir dizer isto! Podem haver entrevistas sensacionalistas por aí, mas mesmo no meu livro não tem isso.

    Mais uma vez, falo a respeito do sentimento da maternidade, de família. Falo de escolhas valorizando estes benefícios, como o parto, a amamentação! Não discuto a respeito da forma! E como o livro, é para meus filhos, uma carta, confesso o caminho que acho melhor para eles dentro da minha experiência! Deus sabe a inteção do meu coração! Um abraço, Mariana.

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  40. Gostaria de ter lido o seu livro aos 15 anos. Hoje tenho 45 e fui mãe aos 40 graças a uma inseminação artificial. Minha filha nasceu no dia das mães, mas foi de cesariana (infelizmente). Como todas as mulheres que conhecia tinham filhos e trabalhavam, tb encarei essa realidade. Contratei uma babá e estava tudo bem. Quando me dei por mim, entrei numa menopausa precoce há 3 anos e perdi o bonde de ter outro filho... Parei de trabalhar há um ano e meio para curtir mais a minha única filha. Foi uma pena não ter percebido isso logo depois dela nascer... É muito mais fácil trabalhar do que ser mãe em tempo integral e dona de casa. Mas, é uma experiência de vida sem paralelo. Guardarei esse livro para dar de presente a minha filha e tentarei passar para ela a minha experiência de vida, frisando que a profissão pode esperar, já a maternidade não! Tenho ainda muitos planos de trabalho e estudo. É só uma questão de priorizar as coisas.
    Parabéns pela sua coragem! Tem todo o meu apoio. E não dê ouvidos a comentários tão "racionais e modernos". A falta de religião e a busca desenfreada pelo "Ter" afastam as pessoas de Deus e do verdadeiro sentido da vida.
    Grande abraço
    Graça

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  41. Ah, esqueci: você está muito mais bonita hoje, mãe de 4 filhos, do que na adolescência! Parece que tem uma luz diferente, algo como uma aura que envolve o seu corpo físico e que brilha!
    P.S. Sinto que rejuvenesci muito depois que minha filha nasceu! Qdo digo que tenho 45 anos, as pessoas se espantam!
    Beijos a vc e aos seus 4 tesouros

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  42. Maria Mariana, bem objetivo...
    Moral da estória: "O hábito não faz o monge".
    Bjus. Manoel.

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  43. Maria Mariana , acho que sou a mais nova por aqui , Se não sabe o sacrifíssio que passei para achar este blog , e o sacrifício que estou passando para comprar os DVDS e um livro do confissões de adolescente , se vc ler oque escrevo , já fico muito agradecida ! Sou uma grande fã sua com apenas 13 anos de idade ! Sou de uma família pobre de são paulo capital . E conheci o Confissões de Adolescente quando tinha acabado de completar 13 anos , Estava eu mudando de canal sem rumo na TV . Até que vi uma coisa interresante sabe , uma seriado diferente passando na TV CULTURA E vi aquele capítulo todo . Me apaixonei . Minhas amigas me chamam de brega pelo seria ser antigo , mas sei apreciar uma coisa boa . Quando terminei de assistir , eu corri atrás para saber mais sobre essa tal confissões de adolescente , pesquisei na internet sobre tudo . E fiquei encantada , então eu não era brega , sim , uma grande reconhecedora . Sabia que iria me identificar muito na quele seriado . Assim um mês passou e os capítulos do 1ª temporada foram se peretindo ... Até que uma tarde ás 5:30 coloqei no canal cultura e CADÊEE CADêE A MINHA SÉRIE , MESMO REPETIDA QUERIA ELA DE NOVO . Mandei tantos e-mail pedindo esse seriado de volta que nem sentia mais meus dedos de tanto escrever a lamentar . MEUS PEDIDOS FORAM ATENDIDOS . A cultura agora está passando novamente a 1ª temporada de confissões de adolescente toda sexta ( pouco eu acho ) ás 18:00 Não perco uma sexta . E eu tento tento tando conseguir um DVD COM TODAS AS TEMPORADAS . E eu não vou desistir . Sei de quase tudo do Confissões de adolescente . E SEI TBM QUE SE VC LER ESSA MENSAGEM VAI SE ENCANTAR COMIGO ! Se vc ler essa mensagem já estarei tão grata que vc não faz idéia . Se um dia te encontrar juro que minha vida está completa . Pelo menos uma parte dela !


    BEIJOS EU TE ADMIRO MUITO BEIJOS EM SEU LINDO CORAÇÃO ! Seus filhos são lindos ! E VC PARECE QUE A IDADE NÃO PESA QUELA QUE EU VI NO SERIA DO É EXATAMENTE A MESMA QUE ESTOU VENDO AQUI ! BEIJOS EU TE ADMIRO MUIITO .

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  44. ----Meu teclado esta sem acentuacao----
    ----O feminismo nunca subvalorizou a maternidade, tampouco ditou que toda mulher deveria trabalhar e que optar por ficar com os filhos em casa era errado.----

    O feminismo tem dedicado-se desde a sua fundacao a denegrir a imagem da dona de casa tradicional. Textos feministas numerosos, como ---Complexo de cinderela---- sao a maior prova disto. Feministas que falam de maternidade, amamentacao, etc, sao a excessao e nao a regra ---- dentro do movimento tambem existem divisoes e opinioes menos radicais, embora sejam a esmagadora minoria---- A atriz Maria Mariana esta correta em nao polemizar sobre a questao de maternidade e homossexualismo. Claro que eles possuem maes, mas sao dois tipos de maternidade radicalmente distintos, socialmente, psicologicamente e ate mesmo juridicamente. Nem sempre polemica e algo bom e nem sempre da discussao nasce a luz, as vezes e inutil, desnecessario ou inadequado. De fato o assunto da maternidade homossexual e muito mais complexo do que a maternidade tradicional, e como o livro tb e autobiografico, tem menos vinculos ainda com este assunto. Eis ai o nosso bom e velho feminismo, sempre confundindo alhos com bugalhos e ignorando diferencas fundamentais.

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  45. -----Porque gostaria de saber, com igual curiosidade, qual a possível reação dela se as filhas não optarem pelo modelo que ela adotou.-----

    Se estudasse um pouco mais sobre o assunto, nao faria esta pergunta. Provavelmente a atriz nao passara pela experiencia de ter um filho homossexual. Geralmente, transtornos como a transexualidade ja aparecem aos 5 anos, com o menino se vestindo de menina, brincando de boneca e sempre com as meninas, se desenhando como menina, etc, assim como a homossexualidade se manisfesta tb na infancia, com algumas e poucas excessoes a regra, e claro. A atriz descreve seus filhos, e nao vemos nenhuma caracteristica psicologica ou psiquiatrica que indique futuro homossexualismo. *e feministas, por favor, nao confundam transexualidade com homossexualidade!!!*

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  46. --------------------------------
    Oi Maria Mariana, amei na minha adolescência a série Confissões de adolescente e agora o seu mais novo livro também! Sempre vejo também Um Menino Maluquinho! Estas visitantes do blog que dizem que não são mais suas fãs... saiba que não perdeu grande coisa! Perdeu algumas fãs mas conquistou muitas outras!
    Parabéns pelo livro e pela família maravilhosa! Bjux! Karen
    -------------------------------------

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  47. "Porque dái vc só vai mesmo alcançar quem pensa exatamente como vc."

    Ela vai alcançar quem pensa e não pensa como ela. E algumas pessoas que não pensam como ela podem mudar de idéia, daí o pavor das feministas diante do livro.

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